Caros Amigos,
Recebi do Amigo Astolfo esse texto que nos traz muitos esclarecimentos.
O texto é de Sandra Leoni, que o enviou para nosso amigo Astolfo.
Além deste, estou traduzindo alguns outros que concordam com essas idéias. Muitos são de filósofos e cientistas que, mesmo não sendo espíritas, reforçam nossas convicções de mudança para um "mundo melhor".
Segue o texto:
OBRAS
NA CASA
Sandra Leoni
Impossível
para nós, espíritas, imaginarmos um Mundo Regenerado onde animais
continuem sendo massacrados para que humanos continuem sendo
alimentados com o que restou deles.
De um
Planeta Evoluído espera-se mais do que só isso, onde senhores e
escravos sejam substituídos pela categoria de irmãos sem
exceção para esta ou aquela espécie, condição, tamanho ou raça:
IRMÃOS.
Estamos
em obras mas hoje não é o primeiro dia dessa reforma estrutural que
já começou embora venha sendo postergada por incompetência e falta
de mão de obra qualificada, pois cada qual não executa o trabalho
que lhe compete sem “papas na língua”, desculpas esfarrapadas ou
adiamentos por coisa nenhuma.
Animais
gritam de dor lá fora e tapamos os ouvidos. Estão a nos pedir
SOCORRO e fechamos os olhos porque estamos almoçando eles e
preferimos fazer isso em paz. Pedem clemência mas esquecemos
do “Fora da caridade não há salvação” em se tratando de
conservar hábitos prazerosos que o estomago reclama, autoritário e
exigente, acostumado a desmandos que tais, cego e surdo à
misericórdia pelos seres que não matamos mas aprovamos calados sem
ressalvas, revogando as disposições contrárias.
No
entanto, convocações impreteríveis nos conclamam ao exercício da
Caridade que pregamos e achamos bonito essa parte de ser compassivo e
piedoso sempre que isso não interfira, claro, com nossas garfadas
domingueiras ou churrascadas festivas.
Quando
nos sinalizam com mudança de hábitos em cardápios que vovó
benzeu, mamãe tem seguido à risca há décadas e titias não se
atrevem a transgredir nenhum til, aí “o bicho pega” e “pega
feio” mesmo.
Ninguém
segura, então, a eloqüência verbal de quem se ofende em seus brios
de Carnívoro, seja o distinto espírita ou anônimo ateu, o ultraje
é o mesmo. E tome lá argumentos em favor da matança porque “sem
come-los morreremos desnutridos, anêmicos e pior do que isso: COM
FOME DELES!!!”
Enquanto
isso suplicamos pelo Mundo Regenerado que acreditamos merecer habitar
sobre os cadáveres “deles” com o beneplácito da Divinas Leis.
Mundo de
Provas e Expiações é esse que nos matadouros animais conhecem bem
quando provam fidelidade à mão humana que os alimentou
durante meses para golpeá-los em um minuto; expiam crimes que
não cometeram, inocentes da malícia traidora camuflada de amor e
mascarada de amizade capaz de apunhala-los pelas costas quando
caminham pra lugar nenhum.
Mundo
Regenerado já era o deles quando curtiam em paz o verde das campinas
abençoados pelo azul do céu na paz que lhes roubamos, arrastados
para os tormentos dos infernos sob pretextos infantis de motivos
banais.
Entre a
exaustão e a dor padecem longo tempo nas salas de vivissecção,
judiados, manipulados, espetados, cortados e mutilados antes de
perecer na cruel agonia desse martírio para que humanos utilizem
cosméticos sem o risco de se machucarem (!).
Impossível
alegar que ignoramos pois crianças já descobriram, antes de
alfabetizadas, que animais não devem ser comidos mas AMADOS; seus
pais, porém hesitam na resposta quando seus bebês lhes perguntam a
razão desta maldade.
Ser
cristão não os dispensa de pensar utilizando o livre arbítrio que
os privilegia para atitudes mais profundas, inadiáveis e
imprescindíveis à sua especial condição de Filho de Deus, no que
concerne à esteira de sangue e medo com que compactuam sempre que
jantam ou almoçam, utilizando a vida de outros para isso.
Adiar
para amanhã enquanto deglutimos a última garfada no aconchego de
nossas paredes brancas, pode ser tarde demais se nos propomos a
empilhar os tijolos deste Mundo Novo com mãos mal lavadas do sangue
“deles” e alma atrelada a desculpas pueris da morte “deles”
que não gostaríamos fosse a nossa ou a de nossos amados e benditos
FILHOS.
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Abraços fraternos
Fábio Coltro