segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Obras na Casa

Caros Amigos,

Recebi do Amigo Astolfo esse texto que nos traz muitos esclarecimentos.
O texto é de Sandra Leoni, que o enviou para nosso amigo Astolfo.
Além deste, estou traduzindo alguns outros que concordam com essas idéias. Muitos são de filósofos e cientistas que, mesmo não sendo espíritas, reforçam nossas convicções de mudança para um "mundo melhor".

Segue o texto:
OBRAS NA CASA
Sandra Leoni

Impossível para nós, espíritas, imaginarmos um Mundo Regenerado onde animais continuem sendo massacrados para que humanos continuem sendo alimentados com o que restou deles.

De um Planeta Evoluído espera-se mais do que só isso, onde senhores e escravos sejam substituídos pela categoria de irmãos sem exceção para esta ou aquela espécie, condição, tamanho ou raça: IRMÃOS.

Estamos em obras mas hoje não é o primeiro dia dessa reforma estrutural que já começou embora venha sendo postergada por incompetência e falta de mão de obra qualificada, pois cada qual não executa o trabalho que lhe compete sem “papas na língua”, desculpas esfarrapadas ou adiamentos por coisa nenhuma.

Animais gritam de dor lá fora e tapamos os ouvidos. Estão a nos pedir SOCORRO e fechamos os olhos porque estamos almoçando eles e preferimos fazer isso em paz. Pedem clemência mas esquecemos do “Fora da caridade não há salvação” em se tratando de conservar hábitos prazerosos que o estomago reclama, autoritário e exigente, acostumado a desmandos que tais, cego e surdo à misericórdia pelos seres que não matamos mas aprovamos calados sem ressalvas, revogando as disposições contrárias.

No entanto, convocações impreteríveis nos conclamam ao exercício da Caridade que pregamos e achamos bonito essa parte de ser compassivo e piedoso sempre que isso não interfira, claro, com nossas garfadas domingueiras ou churrascadas festivas.

Quando nos sinalizam com mudança de hábitos em cardápios que vovó benzeu, mamãe tem seguido à risca há décadas e titias não se atrevem a transgredir nenhum til, aí “o bicho pega” e “pega feio” mesmo.

Ninguém segura, então, a eloqüência verbal de quem se ofende em seus brios de Carnívoro, seja o distinto espírita ou anônimo ateu, o ultraje é o mesmo. E tome lá argumentos em favor da matança porque “sem come-los morreremos desnutridos, anêmicos e pior do que isso: COM FOME DELES!!!”

Enquanto isso suplicamos pelo Mundo Regenerado que acreditamos merecer habitar sobre os cadáveres “deles” com o beneplácito da Divinas Leis.

Mundo de Provas e Expiações é esse que nos matadouros animais conhecem bem quando provam fidelidade à mão humana que os alimentou durante meses para golpeá-los em um minuto; expiam crimes que não cometeram, inocentes da malícia traidora camuflada de amor e mascarada de amizade capaz de apunhala-los pelas costas quando caminham pra lugar nenhum.

Mundo Regenerado já era o deles quando curtiam em paz o verde das campinas abençoados pelo azul do céu na paz que lhes roubamos, arrastados para os tormentos dos infernos sob pretextos infantis de motivos banais.

Entre a exaustão e a dor padecem longo tempo nas salas de vivissecção, judiados, manipulados, espetados, cortados e mutilados antes de perecer na cruel agonia desse martírio para que humanos utilizem cosméticos sem o risco de se machucarem (!).

Impossível alegar que ignoramos pois crianças já descobriram, antes de alfabetizadas, que animais não devem ser comidos mas AMADOS; seus pais, porém hesitam na resposta quando seus bebês lhes perguntam a razão desta maldade.

Ser cristão não os dispensa de pensar utilizando o livre arbítrio que os privilegia para atitudes mais profundas, inadiáveis e imprescindíveis à sua especial condição de Filho de Deus, no que concerne à esteira de sangue e medo com que compactuam sempre que jantam ou almoçam, utilizando a vida de outros para isso.


Adiar para amanhã enquanto deglutimos a última garfada no aconchego de nossas paredes brancas, pode ser tarde demais se nos propomos a empilhar os tijolos deste Mundo Novo com mãos mal lavadas do sangue “deles” e alma atrelada a desculpas pueris da morte “deles” que não gostaríamos fosse a nossa ou a de nossos amados e benditos FILHOS.
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Abraços fraternos
Fábio Coltro

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